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terça-feira, 31 de março de 2009

Festival de Curitiba atrai 170 mil pessoas

Cerca de 170 mil pessoas circularam pelos espaços culturais durante os 12 dias do Festival de Curitiba, segundo dados da organização do evento. Esse público representou quase 10% a mais do que ano passado e 40% a mais do que a edição de 2007.

“Esse número comprova que a cidade se envolveu mais do que em anos anteriores e vamos continuar com essa idéia de movimentar Curitiba de forma geral”, afirmou Leandro Knopfholz, diretor do Festival. O público apresentado não inclui a participação dos espetáculos de ruas e outros espaços abertos.

Ao longo de 12 dias, foram 316 espetáculos, vindos de 15 Estados brasileiros e um do Chile. Desse total, quatro foram estréias nacionais. O Fringe apresentou 290 espetáculos ao longo desse período e manterá as mesmas caracterísiticas para o próximo ano.

Em 2010, o Festival de Curitiba acontecerá de 16 a 28 de março.

Festival em números:

218.594 lugares

4 estréias nacionais

316 espetáculos

17 espetáculos infantis

15 estados brasileiros representados

segunda-feira, 30 de março de 2009

Performance interativa de Ivaldo Bertazzo, no Puc Idéias - Festival TV

O coreógrafo paulistano Ivaldo Bertazzo fez uma performance interativa com o público no Parque Barigui, neste domingo.
Com o objetivo de conhecer e trabalhar melhor o corpo, no dia-a-dia, o coreógrafo ensina exercícios de psicomotricidade.
Confira como foi essa interação, no último dia do Festival.



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Entrevista com Ivaldo Bertazzo - Festival TV

O coreógrafo conta como funciona seu trabalho, a importância da compreensão do corpo e como o Festival de Curitiba é importante para todo o Brasil. Além de se apresentar no PUC Idéias, Ivaldo aproveitou o evento e também foi curtir o Gastronomix.



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Mish Mash - Festival TV

Em seu segundo ano, o Mish Mash promoveu um show de variedades, com direito a mágica, teatro físico, dança, performances, pastelão e humor. Contou com artistas brasileiros e com o ator e performer canadense Derek Scott.



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Festa de encerramento - Festival TV

Shows das bandas Vanguart e Copacabana Club embalaram a festa de encerramento do Festival, sábado, no CIETEP.



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Caco Barcellos fala sobre arte e jornalismo - Festival TV

Com o objetivo de integrar vários tipos de arte, o Festival de Curitiba esse ano criou o PUC Idéias. Com palestras e performances na programação, o evento contou com nomes como o jornalista Caco Barcellos. Ele abriu o encontro, no auditório da Pontifícia Universidade Católica.



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domingo, 29 de março de 2009

Instalação cênica captura Woolf em As Ondas - Valmir Santos

A demonstração do trabalho em processo de As Ondas tem última sessão hoje. O maior desafio de Lori Santos e Simone Spoladore, que assinam adaptação e concepção, será atingir no espetáculo a experiência mística e sensorial que conseguem alcançar em equipe nessa viagem pelo romance homônimo da inglesa Virginia Woolf (1882-1941).


Fotos: Gilson Camargo, blog Olhar Comum
http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/?p=1836


Trata-se de uma instalação cênico/sonora/musical/visual, se é que podemos condensá-la ou chamá-la assim. Para incorporar o percurso introspectivo da autora, o fluxo de pensamento que dispensa ação e diálogo, os seis personagens ganham nichos, ilhas em seis cantos do jardim do estúdio do artista plástico Marcelo Scalzo, no bairro São Francisco.

Uma banheira, o tronco de uma árvore, a janela de uma casa, o brinquedo de balanço, o buraco de um porão, um bando de jardim, enfim, são nesses espaços que os performers Chiris Gomes, Christiane de Macedo, Luthero de Almeida, Rodrigo Ferrarini e os próprios Santos e Spoladore surgem sentados, texto em punho, a ler trechos do romance ao microfone. A história é reverberada em caixas de som em vários pontos do local.

É uma leitura encorpada, digamos, atenta ao rumor da língua, seus suspiros referendados já no nome desse coletivo artístico, Companhia do Sussurro.




A noite agradável, o farfalhar das folhagens ao caminharmos pelo jardim, os banquinhos feitos de pedaços de tronco, as ilhas de luzes que atenuam a escuridão no quintal, tudo conspira para a exploração sensorial do lugar, caráter sensório inerente à estrutura de texto de Woolf, na qual os personagens despontam com discursos diretos, uns falando sobre os outros, não entre si. O ir e vir são explorados pelo espectador, estimulado a circular por entre as vozes e microcenários contidos no todo do quintal.

A música também exerce papel fundamental na abertura e no encerramento, com canções que remetem às ondas do mar, numa levada bossanovista com violão e canto ao vivo. Entre os músicos e compositores, estão Barbara Kirchiner, Octavio Camargo, Troy Rossilho, Alexandre França e Luiz Felipe Leprevost. Um vídeo em preto e branco apresenta imagens em preto e branco relativas ao tema, ondas que abraçam montanhas, crianças na orla etc.




Na parte final, os seis personagens/performers juntam-se ao redor de uma fogueira para a qual o público também converge. Na primeira noite, houve um brinde a Woolf com taças de vinho branco e trufas – sua morte ocorreu em 28 de março de 1941, justamente a data da estreia no Festival, ontem. As pessoas presentes também ganham máscaras de papel que reproduzem o rosto da escritora, em preto e branco.

Como está, As Ondas emana ímpeto dionisíaco que talvez ganhe mais relevo no futuro, uma janela de possibilidades para uma autora tão inquieta.
Trabalho em processo: As Ondas
Data: hoje, dia 29, às 21h (última apresentação)
Local: Estúdio Marcelo Scalzo
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Histórias do Festival 10 - Festival TV

Numa participação no Festival de Curitiba, anos atrás, Rodrigo Ferrarini participava dum espetáculo em que dois atores faziam xixi em cena. O espaço lotou e algumas pessoas tiveram que sentar no chão, bem próximas da encenação.



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Bagdá, aranha e Roberto Carlos, tudo a ver - Valmir Santos

Na terra em que Valêncio Xavier viveu desde os anos 1950, um espetáculo como o que a curitibana ACRUEL Companhia de Teatro apresenta no Fringe, em última sessão hoje, tem tudo a ver, literalmente. Poucos escritores como ele, morto no ano passado, se apropriaram tão bem da imagem para exercê-la enquanto linguagem literária. A encenação de Marcio Mattana e Nina Rosa Sá não faz citação direta a Xavier, mas o tangencia com o recurso audiovisual como um dos elementos centrais da narrativa. Melhor, a teatralidade não é ofuscada, apóia a presença das atrizes, o despojamento de palco e a fruição de uma boa história mesmo concebida sobre uma dramaturgia em pedaços, mas que diz a que veio.
Fotos: Lina Sumizono/Clix

Eis o título desconstrutor de sentidos, As Ruas de Bagdá ou Aranha Marrom não usa Roberto Carlos, como a indicar o caminho a que o espectador está convidado a seguir. Um caminho feito de cenas cristalizadoras concorrendo com outras que o atravancam. Embarcamos no jogo de estranhamento dessas três mulheres (por Emanuelle Sotoski, Ligia Oliveira, Rubia Romani) vestidas de aeromoças, donas de insipidez e correção contidas no gestual e no uniforme, mas que são desfeitas aos poucos para que conheçamos suas inseguranças e crises existenciais, amorosas.

O espetáculo se recusa a cumprir a curva convencional de uma história de separação. Até que foque o plano intimista da casa em que duas amantes vão terminar a relação, somos introduzidos a um leque de informações com imagens e vozes em colagens ou projetadas para refletir o alheamento do outro e de si numa sociedade de consumo desembestado.

A essa interpretação chegamos sem que as figuras ou o suporte visual nos mastiguem mensagens doutrinárias para sacolejos políticos ou ideológicos viciados. Não. O discurso está contido na expressão artística, não se desprende dela em nome da ideia.

O espetáculo ergue uma coluna inteligente com frases ditas em contextos cotidianos, extraordinários ou no limite do absurdo. A essa trajetória interessantíssima, infelizmente, Mattana e Sá introduzem um atalho capcioso, a reprodução hiperbólica de um programa televisivo de auditório intercalado em três momentos.

A opção põe por água o cordão umbilical conquistado até ali com o público de forma instigante. Resulta concessão à mediocridade da televisão a que a maioria dos espectadores já está teleguiada. Basta o sorriso clichê da apresentadora, cacoetes à la Silvio Santos, Faustão ou Gugu Liberato, para parte da platéia aflorar certo histerismo de claque, estimulada justamente por criadores cujo projeto critica esse tipo de manipulação. Saímos do teatro com a sensação de traição por tal nivelamento.


No final, quando a atmosfera intimista avança e correlaciona tudo que se passou e foi dito, já perdemos a qualidade do contato esboçado. É bem feita a mudança de clima e o realinhamento com o drama mínimo, jamaias realista, mas ainda assim o desperdiço de energia lá atrás, com os quadros de auditório, se faz sentir. Uma pena.

Espetáculo: As Ruas de Bagdá ou Aranha Marrom não usa Roberto Carlos
Data: hoje, dia 29, às 21h (última apresentação)
Local: TEUNI - Teatro Experimental da UFPR

SESSÕES EXTRAS: Oceano, Borbulho e Mish Mash têm apresentações extras no último dia do festival

No último dia de Festival, 3 espetáculos marcaram nova sessão para atender a procura do público.

Na Ópera de Arame, o grupo Roda Brasil faz apresentação extra do espetáculo Oceano ás 19 horas.

Borbulho, musical que fez ontem estréia nacional, apresenta nova sessão ás 18 horas no palco do Guairinha.

E o Mish Mash, show de variedades, foi sucesso de público e também teve sessão extra agendada para ás 18 horas de hoje, no salão de eventos do CIETEP.

Para qualquer um destes espetáculos, os ingressos custam 40 e 20 reais e podem ser adquiridos na bilheteria exclusiva do shopping Mueller.

sábado, 28 de março de 2009

Gastronomix reúne grande público - Festival TV

Novidade desta edição do Festival, o Gastronomix estreou em grande estilo. A feira de gastronomia montada no Museu Oscar Niemeyer, ao estilo casual de uma quermesse, atraiu um grande público. Os pratos esgotaram antes mesmo do término do evento. O chef Celso Freire, curador do evento, comemorou o sucesso.



Neste domingo tem mais!
Os pratos, ao estilo "finger food", custarão em média R$10.
A entrada é franca.
Dia: 29/03
Horário: das 11h às 16h.
* Os pratos são limitados, por isso chegue cedo!
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Emmanuel Bassoleil no Gastronomix - Festival TV

O chef de cozinha Emmanuel Bassoleil concedeu entrevista ao Festival TV, e falou da boa repercussão com o público no primeiro dia do Gastronomix.



Serviço:
Uma estrutura foi montada no Museu Oscar Niemeyer para abrigar os chefes convidados. Cada um terá um stand, no qual os pratos, ao estilo "finger food", custarão em média R$10.
A entrada é franca.
Dia : 29/03
Horário: das 11h às 16h.
* Os pratos são limitados, por isso chegue cedo!
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Flavia Quaresma no Gastronomix - Festival TV

A chef de cozinha Flávia Quaresma concedeu entrevista ao Festival TV. Num breve intervalo na cozinha, comentou o ótimo retorno do primeiro dia de Gastronomix.



Serviço:
Uma estrutura foi montada no Museu Oscar Niemeyer para abrigar os chefes convidados. Cada um terá um stand, no qual os pratos, ao estilo "finger food", custarão em média R$10.
A entrada é franca.
Dia : 29/03
Horário: das 11h às 16h.
* Os pratos são limitados, por isso chegue cedo!
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As ondas - Festival TV

Uma peça com seis personagens, que consiste unicamente de monólogos interiores. Os breves pensamentos da infância, as rápidas reflexões sobre a juventude e companheirismo confiante. Um ensaio sobre o isolamento humano.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00
Gênero: Outros
Preços: R$ 20.00 e R$ 10.00
Local: Estúdio Marcelo Scalzo - Rua portugal, 339 - São Francisco
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Memória Afetiva de Um Amor Esquecido - Festival TV

O texto conta a história de um jovem que, deprimido por não conseguir suportar o rompimento de uma relação amorosa, procura uma clínica especializada em soluções instantâneas, para apagar da memória sua ex-namorada.



Serviço
Datas: 28/03 - 22:00, 29/03 - 22:00
Gênero: Drama
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: * * * TRANSFERIDO PARA O MEMORIAL DE CURITIBA (LARGO DA ORDEM)*
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Sin Sangre - Fotografias



A produção chilena Sin Sangre fez primeira apresentação no teatro da Reitoria nesta sexta-feira. O espetáculo faz hoje e amanhã, às nove da noite, últimas apresentações.

Foto: Daniel Sorrentino

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Medida por Medida - Fotografias



O espetáculo Medida por Medida estreou nesta sexta-feira no Guairão. O diretor Gilberto Gawronski fez uma releitura da obra de Shakespeare utilizando trilhas de Madonna e Cindy Lauper. O espetáculo faz última sessão hoje às nove da noite.

Foto: Henrique Araújo

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Jornalistas elegem melhores espetáculos

Os espetáculos Rainha [(s)] duas atrizes em busca de um coração e Fala Comigo Como a Chuva, respectivamente da Mostra 2009 e do Fringe, foram eleitos pela imprensa que cobriu o Festival de Curitiba como as melhores produções do evento.

Na coletiva de encerramento realizada neste sábado com o diretor do Festival, Leandro Knopfholz, quinze jornalistas votaram nas produções que mais agradaram, cada qual em sua categoria.

Veja o ranking dos cinco mais votados em cada mostra.

Mostra 2009
1º Rainhas
2º A Mulher que Ri
3º Inveja dos Anjos
4º Autopeças*
5º Sin Sangre**

Fringe 2009
1º Fala Comigo Como a Chuva
2º Tropeço
3º Delicadas Embalagens
4º Árvores Abatidas
5º O Beijo

*Os espetáculos Apropriação e Talvez foram as montagens mais votadas do projeto Autopeças.
**O espetáculo Sin Sangre fez apenas uma (das três) apresentações na data da votação.

Festival de Curitiba consolida parceria com Itaú e já planeja edição de 2010

O diretor geral do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz, anunciou que a parceria com o banco Itaú está consolidada, mesmo num cenário de crise, e que já começa a preparar a partir do próximo mês a edição de 2010. “O Festival tornou o seu relacionamento mais estreito com o banco Itaú, que é o patrocinador máster, o que permite o planejamento da edição do próximo ano a partir de abril”, afirmou, ao fazer o balanço dos 12 dias do Festival de Curitiba.

O Festival de Curitiba acontece de 17 a 29 de março e trouxe a cidade mais de 300 espetáculos nacionais e internacionais. Além do Itaú, patrocinaram a edição deste ano a Volkswagen, Denso, Spaipa e a Vivo.

Knopfholz considerou o resultado do Festival de Curitiba bastante hesitosa. A Mostra 2009 teve representatividade grande, mas que deverá ser ampliada no próximo ano. “Teremos uma mostra geograficamente mais aberta”, ressaltou. Ele disse também que o Festival teve algumas “pérolas” como Rainhas, A mulher que Ri e a Mulher que escreveu a Bíblia, espetáculos não comerciais que ganharam maior destaque no evento.

Para 2010, Leandro disse que manterá a curadoria atual – Celso Curi, Tânia Brandão e Lucia Camargo – na Mostra 2009 e no Fringe deverá incentivar parcerias com prefeituras, centros de pesquisa teatral e organizações que atuam nesse segmento. “Não pretendo limitar a quantidade de peças, mas aumentar o número de empresas que tenham interesse em trazer espetáculos”, afirmou.

Em 2010, o Festival de Curitiba pretende manter a filosofia de ser um grande ponto de encontro de profissionais ligados às artes. “Temos o compromisso de tirar as pessoas do cotidiano, possibilitando o encontro e a troca de experiências”, afirmou. Como exemplo, citou a possibilidade de o diretor Ulysses Cruz trabalhar em parceria com o Circo Roda Brasil e o envolvimento da cidade com o evento.

A respeito do Fringe, Leandro reafirmou que a mostra permanecerá aberta, sem curadorida, mas com a tendência de que os grupos se reúnam em núcleos específicos. “O Fringe é um sistema operacional aberto e a minha visão em relação a este evento é a do Festival de Edimburgo”, declarou.

O Festival de Curitiba será realizado em 2010 de 16 a 28 de março, com o banco Itaú sendo patrocinador master.

Borbulho - Festival TV

Num espaço cênico estilizado, com cores saturadas, surge uma paisagem plástica de linhas simples, feita com tecido e balões flutuantes. Neste universo imaginário, seres surgem e se desenvolvem através de uma curiosa evolução, inspirada nas próprias limitações de seus corpos.



Serviço
Direção: Rosane Chamecki e Andrea Lerner.
Elenco: Mariana Batista, Israel Becker, Flavia Mattos, Elizabeth Finger, Ricardo Marinelli.
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Danca
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Teatro Guaíra (Guairinha)- Rua XV de Novembro, s/nº
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Amêsa - Festival TV

Texto do angolano José Mena Abrantes, escritor que teve importante papel no processo de descolonização e na guerra civil de Angola. A peça trata da personagem Amêsa narrando sua própria história, que parte, não dos fatos, mas das marcas que ficaram em seu corpo e em sua alma.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 12:00
Gênero: Drama
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00
Local: Sala Londrina (Memorial de Curitiba) - Rua Claudino dos Santos,79 Centro
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Dias de Campo Belo nasce em tijolo por tijolo - Valmir Santos

É das muitas peças do Fringe que passam quase despercebidas, por isso voltamos a ela, ainda não registrada aqui. Trata-se de Dias de Campo Belo, que o Grupo O Pequeno Teatro de Torneado, de São Paulo, anuncia como um apontamento em processo, um espetáculo que virá a sê-lo. Já possui lastro para isso.


Foto: Diego Pisante/Clix

A dramaturgia em colaboração de William Costa Lima, também diretor e ator/criador em cena com Vitor Belíssimo, percorre as estações da amizade entre dois homens. Da infância à vida adulta, eles dividem aproximações intensas e distanciamentos geográficos e temporais que, ao contrário, os tornam mais íntimos a cada novo reencontro.

O tema dos desejos velados lembra o filme O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee. Mas aqui o amor não é levado às últimas consequências. A dramaturgia só se resolve na cena, com a tradução espacial das tensões desenvolvidas por essa amizade.

Essa tensão é representada pela operação de luz feita pelos atores em cena, entre fios, lâmpadas, soquetes, tijolos e sombras a simbolizar ligações e interruptores na memória que nutre as duas figuras contidas no ciclo moleque/homen/marido/pai.

Sob supervisão de Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX de Teatro, Dias de Campo Belo é nossa primeira janela de contato com a pesquisa coletiva de O Pequeno Teatro de Torneado, que também trouxe Refugo, ao qual não assistimos. Vale ficar de olho nesses artistas. Mais detalhes em http://www.torneado.blogspot.com/.

Gastronomix começa hoje




O Festival de Curitiba reúne alguns dos mais celebrados chefs de cuisine do país no Gastronomix, um evento de alta gastronomia em formato de quermesse. O evento acontece hoje (28) e amanhã (29), das 11h às 16h, no Museu Oscar Niemeyer.

Coordenado pelo chef Celso Freire, do restaurante Boulevard, o evento trará pratos deliciosos elaborados pelos chefs André Saburó (Restaurante Quina do Futuro), Emmanuel Bassoleil (Hotel Unique e restaurante Skye), Flávia Quaresma (Careme Bistrot), Kika Marder (Sel t Sucre), Letícia Krause (Maia Box / Mercado Municipal), Roberto Ravióli (Casa Ravióli), Simone Berti (Restaurante Wanchako). Além desses renomados profissionais, o Gastronomix conta com representantes do Bar do Vitor, Bar do Alemão, Missouri Café e Armazém Romanus.

Todos serão servidos em pequenas porções, ao estilo "finger food", com preços igualmente saborosos. A idéia é possibilitar que o público experimente várias das receitas oferecidas em cada barraquinha. Na média, os pratos degustação vão custar R$10.

Gastronomix
Datas: 28/03 - 11:00, 29/03 - 11:00
Gênero: Gastronomia
Preços: Entrada franca. Preços dos pratos variam. Média R$10.
Local: Museu Oscar Niemeyer

Festival de Curitiba

Muito barulho por quase nada estréia hoje - Festival TV

A peça conta a história de dois amores; a paixão romântica e idealizada por Hero e Claudio e a feroz e espirituosa trocas de farpas entre Benedicto e Beatriz. Adaptado da obra de Shakespeare é um espetáculo com destaque para música, toda composta e executada ao vivo pelos atores.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Musical
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Teatro Paiol - Praça Guido Viaro, s/n,º - Prado Velho
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Ménage traz o lado cômico das pequenas tragédias da vida a dois - Festival TV

Dirigido por Marina Person, é um espetáculo que fala de maneira cômica do relacionamento a dois.

No elenco, Domingas Person e Ivo Müller vivem as pequenas e divertidas tragédias vividas dentro de um casal.

A comicidade surge da seqüência de lugares-comuns que aflora quando se quer nervosamente aparentar profundidade; ou das pequenas manias de cada um.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: SESC da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, 969 - Centro
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Tennessee Williams, um poeta em flor encenado - Valmir Santos

Se vivo, Tennessee Williams faria 98 anos esta semana. Acaso ou sincronicidade, houve convergências para a obra do dramaturgo americano na Mostra e no Fringe: Esta Propriedade Está Condenada, trabalho em processo de Susana Ribeiro no projeto Autopeças, da Companhia dos Atores; Fala Comigo Como a Chuva, de Cynthia Paulino, de Belo Horizonte; e O Zoológico de Vidro, de Ulysses Cruz, São Paulo. Esta última peça, mais conhecida pelo título À Margem da Vida, encontra correspondente no Fringe com uma recriação que promove interface biográfica sem prejuízo da escrita arrebatadora do autor: é Rosa de Vidro, com sessões hoje e amanhã.
Fotos: Henrique Araujo/Clix

O espetáculo paulistano é assinado por Ruy Cortez, cuidadoso na construção poética do que leva à cena sem subestimar a presença do ator. Há pouco mais de dois anos, por exemplo, ele dirigiu Cleyde Yáconis em A Louca de Chaillot, de Jean Giraudoux, texto que também adaptou.

Em Rosa de Vidro, o desafio é conduzir um elenco jovem à beira do abismo a que a obra de Williams não raras vezes empurra seus personagens, seres alquebrados, resignados. Como Rose, a irmã lobotomizada a quem o escritor fiava-se para transcender à misérias espiritual e material na família, a atriz Julia Bobrow encerra sutileza e estranhamento nas franjas da esquizofrenia. Convence o olhar perdido, o gestual retraído, a lividez do rosto, a liberdade esfuziante na suspensão da realidade ao deixar-se levar pelo breve encantamento amoroso.

Rose mobiliza a todos, o irmão (interpretado por José Geraldo Rodrigues, que estreou aqui como substituto de Tales Penteado), a mãe (Gilda Nomacce) e o amigo do irmão, Ricardo Gelli. A mãe castradora de Nomacce comporta histerismo e humorismo em sua retidão física descompensada da falta de caráter com a qual tenta livrar-se dos filhos.
Gelli, como o “estrangeiro” na mesa de jantar, aflora sensibilidades e desafetos com seu tipo bronco por meio do qual a platéia vislumbra as fantasias e desejos em jogo. Rodrigues tateia momentos angelicais e assertivos do irmão/escritor, mas ainda lhe falta atingir a densidade presencial desse poeta em flor.


E aqui chegamos à conversa dramatúrgica que João Fábio Cabral estabelece com Tennessee Williams. A adaptação/recriação preserva a estrutura de À Margem da Vida e valoriza a história de vida do autor. Os excertos equilibram-se de tal forma que o espectador percebe o terceiro olho de Williams em meio aos personagens que ele mesmo criou. É o caso do solilóquio do irmão antes do jantar, em que confessa ao amigo (de quem se enamora mas não é correspondido) que vai abandonar a cidade para ir atrás do sonho de ser escritor, de fazer a vida como artista.

A encenação de Cortez valoriza a forma de contar essa história. A começar pela atenção aos atores em seus tempos dentro da engrenagem narrativa. Luz e cenografia (eficiente o lençol inteiriço de dupla face que indica a mudança de território) são melhores resolvidos na representação simbolista. Em certos momentos, a música parece forçar atmosferas já demasiado emotivas.
Rosa de Vidro é um convite ao espectador para encontrar-se com Tennessee Williams, o homem e o artista, vagando no interior de uma das suas peças mais importantes. Um bom desfecho para o Festival que tanto o acolheu este ano.


Espetáculo: Rosa de Vidro
Data: hoje, dia 28, às 12h, e amanhã, dia 29, às 21h
Local: Casa Vermelha

O buraco - Festival TV

O espetáculo, que passa pelo surreal e pelo absurdo, mostra o convívio de um casal de "velhos" que gera um conflito em favor da preservação de seus valores. Como pano de fundo a escavação de um buraco que poderá ser a solução para os problemas vividos pelo casal ou a própria cova onde se enterrarão com seus conceitos e bens - materiais ou não.



Serviço
Datas: 28/03 - 18:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 12.00 e R$ 6.00
Local: Solar do Barão - Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 533 - Centro
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Tá namorando! Tá namorando! - Festival TV

O espetáculo aborda de forma lúdica, sobre uma perspectiva da criança, as relações do universo infantil menino x menina, tendo como pano de fundo o primeiro amor na infância.



Serviço
Datas: 28/03 - 16:00, 29/03 - 16:00
Gênero: Infantil
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: SESC da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, 969 - Centro

sexta-feira, 27 de março de 2009

O causo é o seguinte... - Festival TV

Um passeio bem humorado pelos regionalismos do país. Música, sotaques e causos, acompanhados pela moda de viola, fazem parte da apresentação.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 20:00
Gênero: Musical
Preços: R$ 30.00 e R$ 15.00
Local: Realejo Culinária Acústica - Rua Coronel Dulcídio, 1860 - Água Verde
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Perdoa-me por me traíres - Festival TV

Um drama de destaque dentro do Fringe. Glorinha visita o bordel de madame Luba e logo, acompanha sua amiga Nair até uma clínica de aborto. Nair morre nesta clínica, mas antes, conta toda a verdade para o tio de Glorinha.



Serviço
Datas: 28/03 - 21:00, 29/03 - 23:00
Gênero: Drama
Preços: R$ 24.00 e R$ 12.00
Local: Casa Vermelha - Rua José Bonifácio, nº 15 - São Francisco
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Crise a três - Festival TV

A crise dos 30 anos vivida por Magnólia, o fim do relacionamento de Lucinha e o ímpeto sexual machista de Paulo provocam típicas discussões intelectuais de botequim.



Serviço
Datas: 27/03 - 19:00, 28/03 - 19:00, 29/03 - 19:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 14.00 e R$ 7.00
Local: The Basement Pub - Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1188 - São Francisco
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Damasceno alia provocação e arte de Bernhard - Valmir Santos

A melhor e mais fundamentada provocação do Fringe ou da Mostra pode estar em Árvores Abatidas ou para Luis Melo, com mais três sessões hoje, amanhã e domingo na programação paralela. O espetáculo da Marco Damasceno Companhia de Teatro endossa o subtítulo que o dramaturgo de língua alemã Thomas Bernhard (1931-89, nascido na Holanda, criado na Áustria) empregou em sua narrativa curta intitulada Árvores Abatidas: Uma Provocação - livro lançado cinco anos antes de sua morte.


Fotos: Henrique Araujo/Clix

É um trabalho que recupera o sentido mais digno da palavra “provocação” como “ato ou processo de tentar causar uma reação; estimulação, incitamento, tentação”, nos conformes do Dicionário Houaiss. E tirá-la do reducionismo pela briga, pela discussão, pela falsa polêmica tão bem arquitetadas nos dias que correm.

Da participação na IV Mostra Cena Breve Curitiba, organizada pela CiaSenhas em novembro do ano passado (comentário disponível em http://mostracenabreve.blogspot.com/2008/11/inconsonncia.html), o diretor e dramaturgo Damasceno apoderou-se cada vez mais do texto impiedoso de Bernhard para colocá-lo em perspectiva segundo o lugar de onde fala essa companhia de teatro: de Curitiba, precisamente do teatro localizado no quintal da casa de Damasceno e da sua companheira e atriz Rosana Stavis, a protagonista que cruza os 20 anos de carreira.

No âmbito de um Festival de Teatro e de um país no qual a cultura ainda não se afirma com a dimensão de política pública que um povo merece (vide as manifestações dos artistas neste Dia Mundial do Teatro), a língua ferina do narrador de Árvores Abatidas é um estímulo e tanto.

O alvo dileto é a mediocridade no campo da criação artística, o compadrio por interesse, as vicissitudes retratadas no meio teatral, na cobertura jornalística, na crítica, nas afetações, nas idiossincrasias.

No voz e no canto lírico de Stavis, a narradora (originalmente narrador) é convidada para um enfadonho "jantar artístico" que vai recepcionar o “genial”, “o “famoso ator do teatro nacional e que faz até telenovela”, um bordão. A citação a Melo, na apropriação de Damasceno, não o deprecia, antes, o sauda porque um artista referencial para muitas gerações da cidade e do país.


E, convenhamos, tem tudo a ver com uma peça que fala sobre o ofício do teatro, metalinguagem atualizada em idéias e questões chaves que vêm a calhar com o panorama da cena brasileira contemporânea. Se Bernhard vocifera contra a sociedade vienense, com repulsa e desprezo, Damasceno ousa dar nomes aos bois em contextos curitibanos, nacionais, mas o faz correspondendo ao espírito bem humorado do autor, sem cair no patrulhamento barato.

Sobram para o corredor “artístico” da Rua 13 de Maio e seus talentos medíocres, para as malediscências sobre os diretores Felipe Hirsch e Gerald Thomas, para o dramaturgo e blogueiro Mário Bortolotto, para as limitações dos jornalistas que cobrimos ou criticamos o teatro ávidos para eleger a bola da vez, para o café aonde os artistas costumam se reunir ou simplesmente para aqueles a quem a carapuça servir.

Sentada na bergère, a poltrona almofada da antessala da residência do casal Auersberger, os anfitriões da alta sociedade de Viena, a personagem explica que veio direto do enterro da amiga coreógrafa com quem partilhava valores artísticos mais nobres.

Árvores Abatidas percorre o ambiente e as alfinetadas dos diálogos entre os comensais, pseudointelectuais. Há uma dilatação espacial interessante que a encenação extrai da narrativa para fazer o público imaginar o salão do jantar, suas etiquetas. Para todos os efeitos, estamos postados na antessala, sob o ponto de vista e da escuta da narradora.

Entre as quatro paredes em que se passam a ação, há uma janela à esquerda, uma porta ao fundo e outra porta cenográfica à direita, de modo que o desenho de luz e do espaço cênico, ambos concebidos por Waldo León, molduram à perfeição a atmosfera burguesa. No canto esquerdo, o violonista Roger Vaz faz o contraponto musical segundo composição e arranjos de Gilson Fukushima.



Para atravessar esse campo minado de conceitos, ideias, humores, desafetos e defesas incondicionais da arte em sua vitalidade bernhardiana, Rosana Stavis emprega colorido a cada pausa da narradora, a cada arroubo, a cada rememoração de sua amizade com a coreógrafa de cujo enterro veio direto para o jantar do qual se arrependera de ir, mas saíra compensada em alguma medida.

Vinda de interpretações em dramas de fôlego como Psicose 4h48, de Sarah Kane, nos deparamos com uma Stavis desenvolta em registro mais tragicômico e tão exigente quanto em suas variações de humor. O domínio do canto lírico incrementa uma atuação meticulosa, de quem usufrui da maturidade técnica para alcançar níveis elaborados na capacidade de envolver e emocionar o espectador.

Quatro meses atrás, escrevíamos sobre a sensação de que Damasceno apresentava na Mostra Breve um espetáculo que já se revelava pronto. Engano. Sua participação no Fringe justifica o quanto ele é capaz de explorar em termos de potencialidades de um texto que, por si só, é um primor. Ao investir na releitura crítica e criativa de seu quintal e de sua aldeia segundo a narrativa vertiginosa de Bernhard, um tijolaço de parágrafo único, Damasceno estabelece dialogia com a inquietude e a coragem que o autor pede a quem se dispõe a ser interlocutor de suas peças e romances políticos, corrosivos e às vezes absurdos no modo de tangenciar a vida e a arte.

Espetáculo: Árvores Abatidas ou para Luis Melo
Data: hoje, amanhã e domingo, às 21h
Local: Casa do Damasceno

Veja a matéria sobre a peça no Festival TV




Montagem infantil faz sessão extra


O espetáculo Teimosinho e Mandão - dois idiotas sentados cada qual no seu barril fará uma sessão extra no domingo, às 15 horas. A montagem faz ainda outras apresentações, todas lotadas, por isso a produção abriu essa nova sessão.

O espetáculo dirigido por Edson Bueno integra a grade de produções infantis no Festival de Curitiba e fala de incompreensão. “Duas criaturas rígidas que não compreendem a beleza da maleabilidade, não se vêem um no outro, condição primordial para que a paz e o amor floresçam e dêem novos frutos”, desta a sinopse da peça.

A montagem também foi premiada este ano com o troféu Gralha Azul (prêmio concedido a produções paranaenses) de melhor espetáculo infantil de 2008.

Teimosinho e Mandão – dois idiotas sentados cada qual no seu barril
Auditório do Museu Oscar Niemeyer
dias 27 às 18h 28 às 21h 29 às 12h e 15h
Ingressos a R$20 e R$10
Veja a matéria sobre a peça no Festival TV

Oceano volta ao palco hoje - Festival TV

O espetáculo de circo novo "Oceano" faz mais quatro apresentações neste final de semana. A montagem parte de um olhar sobre o "fundo do mar" e mescla recursos teatrais à arte circense. Além de trabalhar com modalidades aéreas e de solo do circo tradicional, o grupo utiliza projeções, efeitos especiais e técnicas inspiradas em esportes radicais.



Serviço
Datas: 27/03 - 21:00, 28/03 - 19:00, 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Circo Novo
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Ópera de Arame - Rua João Gava, s/nº - Pilarzinho
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Medida por medida relê obra de Shakespeare - Festival TV

Uma leitura contemporânea da obra de Shakespeare, a comédia fala sobre comportamento, sexualidade, erotismo e a hipocrisia do poder.



Serviço
Datas: 27/03 - 21:00, 28/03 - 21:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Teatro Guaíra (Guairão) - Rua Conselheiro Laurindo, s/nº - Centro
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Sin sangre une cinema e teatro - Festival TV

Unindo o teatro com o cinema, a peça conta uma emocionante história humana sobre a reconstrução da memória e o perdão, em que a vingança se encaminha para o amor e a guerra pede paz.



Serviço
Datas: 27/03 - 21:00, 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Drama
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Teatro da Reitoria - Rua XV de Novembro, 1299 - Centro
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Dia do Teatro tem mobilização dos artistas - por Valmir Santos

Este 27 de março é pontuado por manifestações de artistas em algumas cidades brasileiras em função do Dia Mundial do Teatro e do Dia Nacional do Circo. Em Curitiba, 13 companhias do Movimento de Teatro de Grupo, articulado desde 2006, ocupam um estande no Memorial, base do evento. Durante o Festival, até domingo, distribuem o jornal que acabam de editar e defendem políticas públicas locais voltadas aos coletivos. Até o momento, não haviam programado ato específico para a data.
Em São Paulo, desde as 5h de hoje a sede regional da Fundação Nacional de Artes, a Funarte, é ocupada pelo autodenominado Movimento 27 de Março, “composto por trabalhadores da cultura de 55 grupos de teatro, com uma média 300 artistas”, segundo informam os organizadores.



Fotos: Ana Paula Sousa/Babel

A principal reivindicação é por um Fundo Nacional de Cultura que viabilize políticas para o setor com dinheiro público. A mobilização não aceita a pauta que vem sendo “imposta” pelo Ministério da Cultura (MinC), do qual a Funarte encabeça as artes cênicas.
Essa estratégia de ocupação lembra a de movimentos sociais como os sem teto e os sem terra. A ação deve se estender até as 14h nas instalações da Alameda Nothmann, 1.058, bairro de Campos Elíseos.
A Polícia Militar está no local. "Pressiona, não permite a entrada de comida e quer fichar os que tentam sair”, segundo os organizadores. A expectativa é que autoridades como o presidente da Funarte, o ator Sérgio Mamberti, conversem com representantes do movimento. A jornalista Ana Paula Sousa faz a cobertura in loco com imagens e textos no seu blog Babel (http://anapaulasousa.blog.terra.com.br/).


O Movimento 27 de Março divulga carta aberta ao MinC em que afirma, nos dois primeiros parágrafos:
"Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.
O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa".

Manual prático da mulher desesperada - Festival TV

A eterna busca pelo homem perfeito é linha condutora do espetáculo, baseado em textos de Dorothy Parker. A personagem Alice é jovem e bem sucedida, mas sente algo de essencial na sua vida: um homem.



Serviço
Datas: 27/03 - 21:00, 28/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 30.00 e R$ 15.00
Local: Era Só O Que Faltava - Av. Republica Argentina, 1334 - Água Verde
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Cora: catadora de sonhos - Festival TV

Uma viagem poética ao coração do Brasil na obra de Cora Coralina. Goiás Velho, Andradina, Goiânia: por onde passou, semeou amor e versos como quem faz doces, planta roseiras e sorri. Simples e genial; mãe intensa, mulher delicada, prendada; universal.



Serviço
Datas: 27/03 - 12:00, 28/03 - 15:00, 29/03 - 18:00
Gênero: Outros
Preços: R$ 16.00 e R$ 8.00
Local: TUC - Teatro Universitário de Curitiba - Galeria Julio Moreira - Largo da Ordem

Bendito país - Festival TV

O monólogo trata da vida familiar, dos filhos, da segurança no trabalho, do cigarro, da dificuldade de manter uma família numerosa e da ajuda financeira dos filhos. Adaptação do texto Muro de Arrimo de Carlos Queiroz Telles.



Serviço
Datas:27/03 - 22:00, 28/03 - 12:00, 29/03 - 15:00
Gênero: Outros
Preços: R$ 20.00 e R$ 10.00
Local: Teatro Marina Machado - Rua Amintas de Barros, 549

quinta-feira, 26 de março de 2009

Wagner Moura no palco com a banda Sua Mãe! - Festival TV

A Banda Sua Mãe!, que tem Wagner Moura no vocal, foi a atração da festa do dia 25 do Festival de Curitiba. Antes de subir no palco, o ator e cantor conta para o Festival TV, um pouco sobre a banda e de quando participou do Festival atuando em alguns espetáculos.



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Uma noite no Paiol com a Cia. dos Atores - por Valmir Santos

Quatro peças nada convencionais, entre 18h30 e pouco mais de 23h, transformam o saguão e a semiarena do Teatro Paiol e sua arquitetura cênica ímpar, outrora arsenal de munição e pólvora militares. A Companhia dos Atores explode o espaço e as fronteiras das linguagens cênicas, audiovisuais e afins. São provocações artísticas no mínimo consistentes do Projeto Autopeças, com o qual comemora 20 anos no Rio. A Mostra confere metade dele – são oito espetáculos - em sessões realizadas ontem e hoje, quando o público também assiste a um vídeo documental do ator e diretor Enrique Diaz sobre workshop itinerante realizado na Europa.



Foto: Henrique Araujo


A atriz Bel Garcia debuta na direção de forma extraordinária com Apropriação. Põe em xeque o ato criador, quem é dono do quê na era do “controlcê/controlvê”. A obra do inglês Harold Pinter, morto em dezembro, é matricial. São cotejados trechos e personagens de algumas de suas peças, sobretudo O Monta Cargas com os seus dois homens suspeitosos encerrado entre paredes.
É notório como a equipe fez jus ao título, inscrevendo sua visão de mundo e da arte do teatro “com” Pinter, assumindo improvisos sem diluir as tensões, o clima misterioso, o enigma que é da existência e da arte em que pisam. O espetáculo atinge essa precisão e inteligência com a simbiose dos intérpretes Leonardo Netto e Thierry Tremouroux.

São atores com poder de convencimento em gestos, palavras e ação diante do espectador sentado alguns centímetros, envolto no ambiente de um bar adaptado no saguão. Os figurinos indicam tratar-se de dois garçons - a serviço do teatro, pois. Mas suas gêneses pouco importam, pinterianamente falando.

É ali, entre cigarros, drinques e devaneios que a dupla catalisa o jogo. A própria arte da representação é questionada, com deixas que dão o que pensar em termos de pulsão da teatralidade. Netto e Tremouroux contam com pouquíssimos elementos e, no entanto, o teatro acontece e nos leva ao longe com o humor e o rigor da linguagem conciliáveis na experiência estabelecida.



Foto: Diego Pisante

Em outro ponto do saguão, Talvez, com direção do ator César Augusto, nos apresenta Dário, interpretado por Álamo Facó. O rapaz faz o seguinte pacto consigo: trancar a porta e não sair do apartamento até que a mulher volte de viagem; sua única janela de comunicação com o mundo, adivinhe, é a rede mundial de computadores.
Acompanhamos sua crise psicótica, os desvios da realidade e o quanto espelham o cotidiano neurótico mediano de qualquer um habitante de uma grande cidade. As obsessões saltam aos olhos de Facó na pele do homem surtado que confessa verdades incômodas nesse convite ao espectador para devassar seu apartamento e sua mente sob mediações da telinha de um laptop que, ao cabo, é projetada e engole o chão, as paredes e o indivíduo. É um espetáculo que assusta, no melhor sentido.



Foto: Henrique Araujo

Fuga pelo imaginário é o que reserva o trabalho em processo Esta Propriedade Está Condenada, da atriz Susana Ribeiro, que se autodirige e divide a cena com Renato Linhares na semiarena do Paiol. A peça curta de Tennessee Williams remete ao interior algo bucólico americano, entre plantações e casas de madeira.

Ribeiro faz a menina que procura decalcar a irmã cantora, diva e namorada de homens mais velhos. A atriz conjuga beleza, inocência e transgressão ao equilibrar-se na representação simbólica. A terra, o caminho, a canção e o vestido são alguns dos suportes nessa viagem entre passado e presente, contaminada por imagens oníricas (forjadas em cena ou projetadas na parede lateral da arena do teatro).

A peça é seu encontro com o menino (por Linhares), a quem revela sonhos e desejos, mas se esquiva de realizá-los com ele, que, até então, estava entretido com a pipa, signo de liberdade. O experimento cênico de Ribeiro ainda se ressente de uma relação mais densa ou tensa entre os personagens. O final está frágil, não corresponde ao que semeou e pode colher até ali.



Foto: Diego Pisante


Já Bate Man, também na semiarena, é uma encenação de Gerald Thomas, um solo com Marcelo Olinto em sua veia mais histriônica. Nos primeiros minutos, a luz o revela como que crucificado de cabeça para baixo, levando chibatadas gravadas na trilha sonora. A dramaturgia verbal e espacial vai de encontro a datas emblemáticas do período nazista na Alemanha, 1933 e 1945, ascensão e queda de Hitler.

O discurso político impregna a fala desse sujeito de qualquer lugar que alude às máquinas de triturar humanos que são as guerras. Há licenças poéticas/patéticas com as quais Thomas tenta apreender a nova desordem mundial em citações ao Iraque, ao Afeganistão.

É característica de solos anteriores do autor estilhaçar a fábula e não particularizar suas figuras, mas desenhá-las sempre em perspectiva com os desarranjos históricos, sociais e políticos que reflitam sua época. Olinto desenvolve uma figura título perplexa a vagar entre garrafas de vinho, de champanhe, vazias ou cheias, latinhas de caviar, caixotes de madeira, uma cadeira, o pó, a poeira.

Em suas narrativas imagéticas e sonoros, “Bate Man” reafirma o engenho de Thomas para a cena total, inclusive como diretor de ator, o que raramente é notado. O discurso dramático, no entanto, parece não provocar deslocamentos de certezas e incertezas como antes, dado o mar de informações e contrainformações de nosso tempo.

O encontro de Thomas com Olimto dá margem para imaginar o quão instigante poderia ser a encenação de um espetáculo com toda a Companhia dos Atores.

Espetáculo: Projeto Autopeças
Data: hoje, às 18h30 (Esta Propriedade Está Condenada); às 19h30 (Apropriação); às 21h (Bate Man) e às 22h30 (Talvez), últimas apresentações
Local: Teatro Paiol

Gastronomix tempera final de semana - Festival TV

O Gastronomix é uma mistura de alta gastronomia com o clima informal de uma quermesse. Novidade desta edição no Festival de Curitiba, acontece sábado e domingo no MON.

O chef de cozinha Celso Freire, conta com detalhes como vai ser o evento, que tem no cardápio alguns dos maiores chefs de cozinha do país, como Emmanuel Bassolei e Flávia Quaresma.



ACESSE AQUI para conferir a lista de chefs e o cardápio do evento

Uma estrutura será montada no Museu Oscar Niemeyer para abrigar os chefes convidados. Cada um terá um stand, no qual os pratos, ao estilo "finger food", custarão em média R$10.
Serviço
Datas: 28/03 - 29/03
A entrada é franca. Horário: das 11h às 16h.
* Os pratos são limitados, por isso chegue cedo!
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Lesados no palco - Festival TV

Como tema do espetáculo, a solidão. Os personagens não conseguem ficar sozinhos e nem conviver juntos, estão no limite da vida. O sentimento de acomodação toma conta desses seres, que os perturba, mas ao mesmo tempo não conseguem escapar.



Serviço
Texto: Rafael Martins Direção: Yuri Yamamoto Elenco: Rogério Mesquita, Fabio Vieira, Démick Lopes e Tatiana Amorim
Datas: 26/03 - 21:00, 27/03 - 21:00
Gênero: DramaPreços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: SESC da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, 969 - Centro
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Mish Mash começa hoje - Festival TV

Mágica, ilusionismo, comédia, improviso, performances e humor fazem parte do Mish Mash, um show de variedades que tem sua primeira apresentação hoje, no CIETEP. Confira entrevista com o curador do evento, o mágico, ator e físico Célio Amino.



VEJA AQUI vídeo com o Derek Scott, uma das atrações do Mish Mash

Serviço
Datas: 26/03 - 21:00, 27/03 - 21:00, 29/03 - 21:00
Gênero: Teatro Físico
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Centro de Convenções do CIETEP - Av. Comendador Franco, 1341 - Jardim Botânico
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Histórias do Festival 9 - Festival TV

O diretor de teatro Edson Bueno conta como passou por apuros antes de uma apresentação. No elenco estava Ranieri Gonzalez. O ator foi para o Rio de Janeiro gravar uma cena da novela que estava participando e voltou correndo para o espetáculo no Festival.



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Maria Stuart - Fotografias



A tragédia de Friedrich Schiller, Maria Stuart, estreou ontem no grande auditório do teatro Positivo. A montagem da Mostra 2009 é a segunda que tem na obra de Schiller a base do espetáculo. A primeira foi o espetáculo Rainha [(s)] – duas atrizes em busca de um coração. Maria Stuart faz última sessão hoje às nove da noite. O espetáculo é dirigido por Antônio Gilberto e tem no elenco atrizes como Julia Lemmertz, Clarice Niskier, entre outros.

Foto: Henrique Araújo

Autopeças - Fotografias



O projeto Autopeças, da Companhia dos Atores, estreou ontem no teatro Paiol. Quatro espetáculos foram apresentados entre o palco do Paiol e um bar montado fora do teatro. A primeira montagem, Esta Propriedade Está Condenada, teve início às 18h30, seguida de Apropriação, às 19h30, Bate Man, às 21h e Talvez às 22h30. A Cia. dos Atores faz última apresentação do projeto Autopeças nesta quinta-feira, 27.

Foto: Henrique Araújo

Memória Afetiva - Fotografias



O grupo carioca Os Dezequilibrados estreou ontem na Mostra 2009 o espetáculo Memória Afetiva de Um Amor Esquecido. Previsto inicialmente para ser apresentado no antigo prédio da Rede Ferroviária Federal S.A., a montagem foi transferida para o Memorial de Curitiba, onde fica até domingo, 29.

Foto: Kelly Knevels

Memória Afetiva de Um Amor Esquecido muda de horário




O espetáculo Memória Afetiva de Um Amor Esquecido, inicialmente programado para às 21h, passa a ser apresentado às 22h, no Memorial de Curitiba. O espetáculo é baseado no filme "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças" e discute a superficialidade e a futilidade das relações deste nosso estranho mundo pós-moderno, no qual as pessoas sentem medo de se envolverem e de sofrerem, buscando apenas o prazer nos relacionamentos, o fugaz, o momentâneo.

Memória Afetiva de Um Amor Esquecido
Rio de Janeiro – RJ
Memorial de Curitiba
Dias 25, 26, 27, 28 e 29, às 22h
Ingressos: R$40 e R$20

Nico Nicolaiewski, do Tangos e Tragédias, fala sobre a Ópera Atômica

A Ópera Atômica é uma ópera cômica, segundo o diretor Maurício Vogue. Quem explica melhor a história é o próprio autor, Nico Nicolaiewski, conhecido pelo famoso espetáculo Tangos e Tragédias.



Serviço
Datas: 26/03 - 19:00, 27/03 - 19:00, 28/03 - 19:00, 29/03 - 19:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 20.00 e R$ 10.00
Local: Teatro Espaço Regina Vogue - Av. sete de Setembro, 2775
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Maria Stuart - Festival TV

As protagonistas da história são Maria, rainha católica da Escócia, e Elizabeth, rainha protestante da Inglaterra. Comparadas uma a outra e cortejadas pelo mesmo homem, ainda enfrentam preconceito numa época dominado pelos homens. Este conflito é o tema central de Maria Stuart, em cartaz no Teatro Positivo.



Serviço
Direção: Antonio Gilberto | Elenco: Julia Lemmertz, Clarice Niskier, André Correa, Henri Pagnoncelli, Mário Borges, Pedro Osório, Clemente Viscaino, Renato Linhares, Maurício Souza Lima, Thiago Hausen, Silvio Kaviski, Ednei Giovenazzi (Participação Especial), Amélia Bittencourt, Maurício Silviera, Guilherme Bernardy
Datas: 25/03 - 21:00, 26/03 - 21:00
Gênero: Drama
Preços: R$ 40.00 e R$ 20.00
Local: Teatro Positivo (Grande Auditório) - Rua Professor Pedro V. Parigot de Souza, 5300 - Mossunguê
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Gastronomix mistura alta gastronomia com clima de quermesse



O Festival de Curitiba reúne alguns dos mais celebrados chefs do país no Gastronomix, um evento de alta gastronomia inspirado no descontraído formato das tradicionais quermesses. Esta celebração do paladar acontece neste sábado e domingo, das 11h às 16h, no Museu Oscar Niemeyer.

Serão 15 estandes, como barraquinhas, nas quais o público poderá se deliciar com pratos de grandes nomes da gastronomia, em mini-porções. Os preços também são igualmente saborosos – na média, R$ 10 cada.

Coordenado pelo chef Celso Freire, do restaurante Boulevard, o evento contará com pratos dos seguintes chefs: André Saburó (Restaurante Quina do Futuro), Emmanuel Bassoleil (Hotel Unique), Flávia Quaresma (Careme Bistrot), Kika Marder (Sel t Sucre), Letícia Krause (Maia Box / Mercado Municipal), Roberto Ravióli (Casa Ravióli), Simone Berti (Restaurante Wanchako).

O Gastronomix também conta com representantes do Bar do Vitor, Bar do Alemão, Missouri Café e Armazém Romanus.

Uma estrutura será montada no Museu Oscar Niemeyer para abrigar os chefs convidados. A trilha sonora também terá um toque especial, garantindo mais um tempero para esta harmoniosa mistura.

Confira o que cada chef vai apresentar:

ANDRÉ SABURÓ - RESTAURANTE QUINA DO FUTURO - RECIFE - PE
Kare rice (KAREE RAISÚ)
(cozido típico japonês c/ curry, legumes e carnes(carne de sol e macaxeira) acompanhado de arroz)

ARMAZÉM ROMANUS- MORRETES - PR
Chef Luis Romanus
Barreado

BAR DO ALEMÃO - CURITIBA
Chef Selma Tonatto do Prado
Bock wurst/brat wurst
(aperitivo de salsichas alemãs)

BAR DO VICTOR - CURITIBA
Chef Eva dos Santos
Arroz de Siri

BOUTIQUE GOURMET-SEL ET SUCRE
Chef Kika Mader
Couscouz marroquino c/ frutos do mar ao aroma de limão siciliano
Macarrons

EMMANUEL BASSOLEIL - RESTAURANTE DO SKY-HOTEL UNIQUE - SÃO PAULO
Lentilhas verdes du plus com salsicha de pato
(lentilhas cozidas com legumes coloridos,espeto de linguiça de pato e torradas de foggacia)

FLÁVIA QUARESMA - CARÉME BISTRO - RIO DE JANEIRO
Bouef Bourguignon e batatas douradas c/ alecrim
(carne de boi cozida em vinho tinto com cogumelos, cebolinhas e bacon)

LE BOMBOM - CURITIBA
Chef Letícia Krause
Pirulito de Dois Amores e Brigadeiro branco e preto em forma de coração

MAIA BOX SANDUICHERIA - MERCADO MUNICIPAL - CURITIBA
Chef Mauro Jourdani
Caldinho de feijão

ROBERTO RAVIOLI-EMPÓRIO RAVIOLI-SÃO PAULO
Pancotto Toscano
(pão italiano cozido em caldo, azeite de oliva e parmezão com ragú de carne)

SIMONE BERTI - RESTAURANTE WANCHAKO - MACEIÓ - AL
Ceviche Nasca
(prato tipicamente peruano baseado em marinada de peixe, polvo e camarão em suco de limão)

Serviço:

Data: sábado e domingo, das 11h às 16h

Entrada franca – Pratos com preço médio de R$10

Local: Museu Oscar Niemeyer



Assista a entrevista de Celso Freire no Festival TV



A Mulher Que Ri toca paredes do passado - por Valmir Santos

O ator Fernando Alves Pinto sofreu uma queda de bicicleta em 1996, ficou uma semana em coma, recobrou a consciência, mas a memória foi embora para só retornar lenta e parcialmente aos poucos, meses a fio, como declarou em entrevista recente à Folha de S. Paulo. Esse dado torna mais especial sua condição de protagonista em A Mulher Que Ri, sobre um escritor às voltas com uma espécie de palimpsesto biográfico cujo texto primitivo foi raspado e, a cada camada, surgem outros registros enganchados às paredes das lembranças.
Fotos: Henrique Araujo
A origem da dramaturgia é o conto Sete Krajcár (moedas), do húngaro Móricz Zsigmond (1879-1942), obra publicada no início do século XX e livremente adaptada por Paulo Santoro, autor projetado em São Paulo no CPT de Antunes Filho com O Canto de Gregório, encenado pelo próprio.
Alves Pinto vive o escritor desmemoriado, ávido em recompor o passado de austeridade e pobreza ao lado do pai e da mãe, quando era diminuta a brecha para dar asas ao sonho de tornar-se escritor. Logo no início, um boneco preso às costas do ator projeta-o para as lembranças que são reconstituídas com o próprio narrador/escritor/filho em contato direto com a humorada mulher e mãe que o marcou profundamente e que jamais perdera o sorriso diante das agruras.
Não se trata de enquadrar mais uma relação edipiana; transcende-a aspectos morais, sociais e históricos, para não dizer do ato da escrita. Um indivíduo com bloquinho em punho atira-se à caça de palavras, verbos e objetos que, espera, os ajudem a recompor o ambiente familiar de tez dostoievskiana: sua máquina do tempo é a palavra.

Diretora que tem no desenho do espaço cênico um fator preponderante (vide montagens com o Grupo 3 de Teatro, como A Serpente e O Continente Negro), Yara de Novaes dispõe de um texto generoso em superposições de tempo e espaço. A parceria com o cenógrafo André Cortez é mimetizada num cubo de paredes transparentes, disposto no centro do palco, cercado por um piso de taco equivalente ao caminho percorrido pelo filho para reavivar momentos e rostos desbotados naquela casa/lugar recôndito.



Ao rigor formal que também alcança a criação musical (por Morris Picciotto) e o desenho de luz (por Fabio Retti), A Mulher Que Ri convoca o espectador a um papel ativo. Há uma boa história por ser contada, mas seu caminho não passa pelo mais do mesmo. Os horizontes são outros, estão às nossas costas, um rasto atrás.

Os intérpretes transmitem coesão e entrega na composição e na defesa de seus personagens. Eloisa Elena, como a Mãe; Plínio Soares, como o Pai; e Alves Pinto, o Filho, são guardiões de um projeto que também faz prospectar a história de cada um que o assiste. Isso não é pouco.


Espetáculo: A Mulher Que Ri
Datas: hoje, às 21h (última apresentação)
Local: SESC da Esquina
Veja a matéria sobre a peça no Festival TV

Com a cabeça no lugar, Julia Lemmertz estréia Maria Stuart




Poucas horas antes de subir ao palco do Teatro Positivo, onde se apresenta hoje e amanhã, a atriz Julia Lemmertz convesou com o Blog do Festival sobre o espetáculo Maria Stuart, dirigido por Antônio Gilberto.

Você já conhecia esse texto?
Fiquei conhecendo anos atrás durante uma leitura da peça num ciclo de Schiller. O Antônio Gilberto me convidou pra ler e depois colocamos pilha nele pra montar.

Quanto tempo de ensaio até a montagem?
Começamos a ensaiar em outubro de 2008, demos uma pequena paradinha para o Natal e Ano Novo e estreamos em janeiro no CCBB de Brasília, lá fizemos uma pequena temporada de quatro semanas e depois estreamos no Rio de Janeiro, no dia 6 de março.

A peça ainda está em cartaz no Rio de Janeiro?
Sim, a gente fugiu para vir ao Festival. A temporada no Rio é de quarta a domingo. Fazemos as duas sessões aqui em Curitiba (hoje e amanhã) e na sexta já retomamos a temporada carioca.

A peça vai viajar para outras capitais?
Provavelmente irá a São Paulo no segundo semestre.

Quanto de você tem na sua personagem?
Sempre tem, né? Sempre tem muito de você. De alguma forma você cria conexões ou mesmo descobre coisas com as quais se identifica, mas eu acho que um pouco dessa energia e desse senso de justiça, de querer se defender e de ter argumentos para, apesar do sofrimento, do cansaço e da prisão, se defender. Ela tem uma fleuma, uma enrgia que vai além, que tenta conquistar a própria liberdade, se colocar como seu próprio advogado. Me identifico com isso, com esse senso de justiça.

Duas montagens no festival abordam a mesma história de maneiras distintas. O seu espetáculo, que é fiel ao texto original, e Rainhas, que tem um releitura muito particular. O que você pensa a respeito?
Eu sei, já vi o espetáculo, inclusive. É bacana. Sempre acontecem essas coincidências. Quando estávamos ensaiando descobrimos que elas estavam estreando. Mas são duas abordagens bem diferentes. O nosso espetáculo segue o texto de Schiller na íntegra, com a tradução de Manuel Bandeira. O delas tem outra abordagem, é quase como ver um grande workshop sobre o trabalho que estamos fazendo. Mas foi bárbaro ter visto Rainhas. Adoro o trabalho da Cibele Forjaz (diretora) e as duas atrizes são ótimas.

Quantas vezes você já participou do Festival de Curitiba e o que acha de estar aqui?
Não tenho certeza, mas acho que no Festival essa é a minha terceira vez. Eu já fico animada com festival. Acho lindo isso, poder vir para um lugar onde tem tanta gente pra trocar experiências. Fico com pena de não poder ver os outros espetáculos e fazer esse intercâmbio. Porque o sentido do festival, além de mostrar o seu trabalho dentro de um painel grande assim é você também poder trocar umas idéias, ver espetáculos de outras pessoas, outros grupos, outros estados. Mas mesmo assim me anima participar do Festival de Curitiba. A gente não está aqui para vender ingressos mas para dar a cara a tapa. Não nos interessa a bilheteria mas a seara da troca. Respeito muito o Festival. Sei das dificuldades imensas que é fazer um festival desse porte, trazer tanta gente, mostrar esse grande painel do teatro e estou feliz de estar aqui.

Pelo que você perderia a cabeça?
(risos) Olha, acho só por alguma coisa que eu tivesse muita convicção de que não teria outra saída. Mas prefiro manter a acabeça no pescoço pra trabalhar durante a vida. Porque uma vez perdida a cabeça você não tem mais nada que fazer. A Maria perdeu a cabeça porque sabia que ainda assim iria continuar sua história através da morte, através do que esse gesto extremo faria dela. Se ela tivesse morrido no ostracismo não estaríamos fazendo essa peça hoje. Acho que tenho minha cabeça bem no lugar mas é difícil dizer, a gente nunca sabe ao certo o que aconteceria, não é? Eu perderia minha cabeça por alguma coisa que realmente acreditasse, uma coisa que eu lutasse e visse que não tinha jeito mesmo, uma causa, um filho... mas espero não ter que pensar muito sobre isso... Ainda prefiro manter a minha cabeça sobre o pescoço.

Bueno fermenta contradições bíblicas - por Valmir Santos

A arte costuma encontrar nas passagens bíblicas um terreno fértil. O Grupo Delírio, de Edson Bueno, assenta o seu com O Evangelho Segundo São Mateus, o livro do Novo Testamento farto em metáforas que Jesus teria proferido. A tentação em traduzir metáforas em cena pode ser maçante. Felizmente, o espetáculo foge ao dogma e aproxima-se das escrituras sagradas com alguma profanidade, tornando-as mais reveladoras e instigantes do que reza a liturgia.


Foto: Daniel Isolani


Salmos e versículos viram plataformas para explorar o campo das ideias, da filosofia, da poesia e do cinema com invocações a Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Nietzsche, Pasolini. Esse nível de elaboração é tributado ao modo como Bueno preza a palavra em seus trabalhos. Aqui, o verbo é ainda mais poderoso, por isso demanda atores que articulem bem a fala, que expresse entendimento do que diz, comunique o colorido de cada vocábulo. E o elenco o cumpre a contento.

A incorporação de versos do poema oitavo de O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa, dá o tom do pensamento crítico no trato com os fundamentos religiosos e a urgência em humanizar o mito. O poeta português escreve sobre a visão de um Jesus menino que corre atrás de raparigas, desdenha do Pai, rouba milagres. “Ele é o humano que é natural/ Ele é o divino que sorri e que brinca/ E por isso é que eu sei com toda a certeza/ Que ele é o Menino Jesus verdadeiro”.

É a esse espírito que a peça corresponde. Na sessão a que assistimos, impressiona a atuação naturalista do elenco em meio ao feitio coletivo do pão enquanto contam o Evangelho. Diego Marchioro, Luiz Carlos Pazello, Guilherme Fernandes (em revezamento com Marcelo Rodrigues de Oliveira), Martina Gallarza e Regina Bastos estão longe de um jogral ou de um coro com suas marcações. Ao contrário, põem-se serenos e serelepes, graciosos na medida, sem banalizar as entrelinhas.

Com o quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, suspenso ao fundo, os atores ocupam a cozinha do que poderia ser uma padaria: mesas e cadeiras de madeira, aventais, vassouras, utensílios e ingredientes para fazer a massa. Sob luz dominantemente geral, “branca”, eles entabulam as fábulas com leveza, olhos firmes no espectador.





Nem precisa romper a quarta parede, pois a conversa está dada, mas o espetáculo vai além e reafirma a comunhão extensiva ao encontro do artista com o público. Partilha vinho, café e pão (fruto da massa preparada no dia anterior), inclusive convidando parte da platéia a juntar-se à mesa na cena da Santa Ceia.

Em duas décadas e meia de Grupo Delírio, Edson Bueno diz buscar agora “um teatro muito no presente e que se compreenda cada vez mais como uma experiência no vento, como disse Peter Brook”, escreve no programa do espetáculo. Seu Evangelho Segundo São Mateus é luminoso não só pelo conteúdo humanista, mas por não desprezar o vetor da arte em nenhum momento, o que confere consistência poética à montagem da qual toda a equipe parece se apossar. Parafraseando Mateus, eis uma criação prudente como a serpente e simples como o pássaro.

Espetáculo: O Evangelho Segundo São Mateus
Data: hoje, às 21h (última apresentação)
Local: Teatro da Caixa Cultural
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