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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ABERTO CADASTRO PARA FRINGE 2010

Curitiba será novamente o ponto de encontro da arte e da criatividade durante o 19º Festival, que acontece de 16 a 28 de março de 2010. O cadastro para o Fringe, que ocorre simultaneamente à programação da MOSTRA, já está aberto para companhias, produtoras, grupos e artistas profissionais do Brasil e do exterior.

O cadastro é feito pelo site: www.fringe.com.br

A 12ª edição do Fringe traz uma novidade importante. Os espaços culturais terão autonomia para agendar as peças, datas e horários, de acordo com o público e a linha teatral.

O objetivo da organização do evento é reunir linhas conceituais e artísticas em determinados espaços, além de estabelecer condições para que a programação da mostra seja feita pela administração de cada teatro. Os espaços também poderão negociar diretamente com as companhias os percentuais de bilheteria e o número de apresentações. Os projetos podem ser cadastrados pelo site www.fringe.com.br até o dia 30 de novembro.

A idéia é que cada teatro construa uma linha conceitual. Com isso, o Fringe busca facilitar a escolha do espetáculo por parte do público, ajudar as companhias a encontrarem suas platéias e também colaborar para a cobertura da imprensa. É uma característica que acontece no Festival de Edimburgo, na Escócia, por exemplo. Existem teatros que têm o perfil de comédia, outros de improviso, outros de experimentação de linguagem.

Em 2009 a mostra Fringe trouxe 290 espetáculos a Curitiba e reuniu um público de 100 mil pessoas de todo país. O espaço integrado ao Festival de Curitiba foi inspirado no modelo do Festival Internacional de Edimburgo e oferece uma oportunidade para as companhias divulgarem os novos trabalhos produzidos no teatro.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Por trás das lentes - Fotografando o Festival de Curitiba

Durante 17 dias uma grande equipe, formada por 15 fotógrafos, foi responsável por registrar os espetáculos e atividades do Festival.

Dentre nossas atribuições estavam a fotografia dos espetáculos, eventos paralelos, ações promocionais, atores, convidados e tudo aquilo que tivesse que ser registrado, tanto para o arquivo do Festival, como para a imprensa especializada, que utilizou as imagens geradas em publicações por todo o mundo.

Somando-se peças e outros assuntos, tivemos mais de 350 pautas fotográficas a serem cobertas. Infelizmente, foi impossível cobrir tudo, por causa dos mais variados motivos: o grande número de peças, dificuldade de locomoção entre os locais e até falta de equipe em um determinado horário, uma vez que a maioria das peças estava concentrada nos horários das 18 e 21h.

Mas fizemos tudo o que pudemos. Do montante que nos foi pautado, conseguimos cobrir 95% dos nossos agendamentos. Esta é a maior marca de todos os tempos, superando nosso recorde do ano anterior, que era de 85%.

Infelizmente, também, nem todas as fotos puderam ir para o site. A quantidade de imagens é muito grande. Durante os 12 dias de espetáculos, nossos 15 fotógrafos fizeram em torno de 30.000 fotos.

Fotografar teatro não é algo fácil. Requer conhecimento técnico e sensibilidade para registrar o instante certo. As dificuldades começam já na hora em que se chega ao local: muitas vezes, os produtores dos espetáculos são resistentes a deixar a peça ser fotografada, principalmente para evitar que o ruído da câmera ou a movimentação do fotógrafo atrapalhe o ator ou o público.

Realmente é desagradável o clique-clique num momento de extremo silêncio de um monólogo. A postura de nossa equipe é justamente de fazer fotos quando houver algum barulho ou quando o ator falar mais alto.

A luz também é outra dificuldade. Alguns locais tinham pouca iluminação, até pela proposta da montagem, com luzes que ficavam diretamente sobre os atores, criando grandes sombras nos olhos e pescoço. Outros eram iluminados apenas por velas.

Com isso, nossas câmeras nos davam leituras de luz completamente estranhas, o que nos obrigava a pensar rapidamente e ajustar a regulagem do equipamento para cada situação. Acreditem: em termos de fotografia, isto é complicado, chegando a ser um pesadelo, principalmente porque não podemos perder os instantes certos para clicar.

Terminada nossa pauta diária, voltávamos para o Memorial de Curitiba, onde fazíamos nosso trabalho de descarregar, ajustar e enviar as fotos para o site oficial.

Em virtude de um grande tráfico de internet, algumas fotos acabavam demorando um pouco mais para entrarem no site, mas conseguimos colocar tudo em dia antes do término do Festival.

Durante o período do Festival, a área de fotografias recebia uma média de 6000 cliques diários.

Pedimos a nossos fotógrafos que escolhessem uma imagem que fizeram no Festival para colocar neste post, contando o porque esta imagem é importante, em termos de técnica fotográfica. As imagens não são necessariamente do espetáculo que eles tenham mais gostado, porém trazem a essência daquele momento. Ou seja, é uma seleção de fotos, não de espetáculos, que fique bem claro.

daniel-sin_sangre by you.
Foto: Daniel Sorrentino
Um momento complicado: os atores interagem com uma projeção em tela.


crisseciuk_festival by you.
Foto: Cris Seciuk
Um detalhe que passa desapercebido, a iluminação é diferente nas duas pessoas.

ernie-o_vampiro_x_curitiba by you.
Foto: Ernesto Vasconcelos
Aproveitamento do instante certo de luz. A atriz na parte de trás da foto deixa de fazer parte, somente naquele instante na peça, porém ainda está lá, para logo voltar.


lina-romeu_e_julieta by you.
Foto: Lina Sumizono
Em espaços abertos, tudo entra no cenário. Um exemplo de como isolar o assunto do caos.


bia-o_santo_e_a_porca by you.
Foto: Bia Barcelo
Assuntos de muita luz, em cenário escuro.

isolani-o_banho by you.
Foto: Daniel Isolani
Usando a luz como parte do cenário e criando o clima ideal da imagem.

diego-as_fervidas_em_panico_no_teatro by you.
Foto: Diego Pisante
Espaços pequenos, inusitados e que servem para contar a história.

emi-camille_claudel by you.
Foto: Emi Hoshi
Momentos de forte emoção e tensão tem que ser registrados.

Festival de Curitiba - 2009 by you.
Foto: Henrique Araújo
A geometria do cenário não pode ficar de fora. Nem sempre se deve fazer fotos fechadas somente nos atores.

bruno-muito_barulho_por_quase_nada by you.
Foto: Bruno Tetto
O momento passa a ser dramático com as expressões e a luz.

rafael_burgos-damas_horizontais by you.
Foto: Rafael Burgos
Ainda é possível registrar a cena quase sem luz e sem perder o clima.

camila-selfservice_psicodrops by you.
Foto: Camila Ferraz
Movimento em detalhes.

_MG_5749 by you.
Foto: Kelly Knevels
Sentimentos, cores e angústia, registrados de perto.

oquei39 by you.
Foto: Juliana Hilal
Espaço para ação acontecer. Mesmo em locais pequenos, a sensação pode ser de amplitude.

IMG_9298 by you.
Foto: Rogério Nunes
Ritmo fotográfico: a imagem apresenta uma forma de ser "lida", seguindo uma linha-guia imaginária.

IMG_2821 by you.
Foto: Daniel Tortora
Partes separadas de um todo, que se unem em uma única imagem

terça-feira, 31 de março de 2009

Festival de Curitiba atrai 170 mil pessoas

Cerca de 170 mil pessoas circularam pelos espaços culturais durante os 12 dias do Festival de Curitiba, segundo dados da organização do evento. Esse público representou quase 10% a mais do que ano passado e 40% a mais do que a edição de 2007.

“Esse número comprova que a cidade se envolveu mais do que em anos anteriores e vamos continuar com essa idéia de movimentar Curitiba de forma geral”, afirmou Leandro Knopfholz, diretor do Festival. O público apresentado não inclui a participação dos espetáculos de ruas e outros espaços abertos.

Ao longo de 12 dias, foram 316 espetáculos, vindos de 15 Estados brasileiros e um do Chile. Desse total, quatro foram estréias nacionais. O Fringe apresentou 290 espetáculos ao longo desse período e manterá as mesmas caracterísiticas para o próximo ano.

Em 2010, o Festival de Curitiba acontecerá de 16 a 28 de março.

Festival em números:

218.594 lugares

4 estréias nacionais

316 espetáculos

17 espetáculos infantis

15 estados brasileiros representados

segunda-feira, 30 de março de 2009

Performance interativa de Ivaldo Bertazzo, no Puc Idéias - Festival TV

O coreógrafo paulistano Ivaldo Bertazzo fez uma performance interativa com o público no Parque Barigui, neste domingo.
Com o objetivo de conhecer e trabalhar melhor o corpo, no dia-a-dia, o coreógrafo ensina exercícios de psicomotricidade.
Confira como foi essa interação, no último dia do Festival.



Veja mais vídeos no Festival TV

Entrevista com Ivaldo Bertazzo - Festival TV

O coreógrafo conta como funciona seu trabalho, a importância da compreensão do corpo e como o Festival de Curitiba é importante para todo o Brasil. Além de se apresentar no PUC Idéias, Ivaldo aproveitou o evento e também foi curtir o Gastronomix.



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Mish Mash - Festival TV

Em seu segundo ano, o Mish Mash promoveu um show de variedades, com direito a mágica, teatro físico, dança, performances, pastelão e humor. Contou com artistas brasileiros e com o ator e performer canadense Derek Scott.



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Festa de encerramento - Festival TV

Shows das bandas Vanguart e Copacabana Club embalaram a festa de encerramento do Festival, sábado, no CIETEP.



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Caco Barcellos fala sobre arte e jornalismo - Festival TV

Com o objetivo de integrar vários tipos de arte, o Festival de Curitiba esse ano criou o PUC Idéias. Com palestras e performances na programação, o evento contou com nomes como o jornalista Caco Barcellos. Ele abriu o encontro, no auditório da Pontifícia Universidade Católica.



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domingo, 29 de março de 2009

Instalação cênica captura Woolf em As Ondas - Valmir Santos

A demonstração do trabalho em processo de As Ondas tem última sessão hoje. O maior desafio de Lori Santos e Simone Spoladore, que assinam adaptação e concepção, será atingir no espetáculo a experiência mística e sensorial que conseguem alcançar em equipe nessa viagem pelo romance homônimo da inglesa Virginia Woolf (1882-1941).


Fotos: Gilson Camargo, blog Olhar Comum
http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/?p=1836


Trata-se de uma instalação cênico/sonora/musical/visual, se é que podemos condensá-la ou chamá-la assim. Para incorporar o percurso introspectivo da autora, o fluxo de pensamento que dispensa ação e diálogo, os seis personagens ganham nichos, ilhas em seis cantos do jardim do estúdio do artista plástico Marcelo Scalzo, no bairro São Francisco.

Uma banheira, o tronco de uma árvore, a janela de uma casa, o brinquedo de balanço, o buraco de um porão, um bando de jardim, enfim, são nesses espaços que os performers Chiris Gomes, Christiane de Macedo, Luthero de Almeida, Rodrigo Ferrarini e os próprios Santos e Spoladore surgem sentados, texto em punho, a ler trechos do romance ao microfone. A história é reverberada em caixas de som em vários pontos do local.

É uma leitura encorpada, digamos, atenta ao rumor da língua, seus suspiros referendados já no nome desse coletivo artístico, Companhia do Sussurro.




A noite agradável, o farfalhar das folhagens ao caminharmos pelo jardim, os banquinhos feitos de pedaços de tronco, as ilhas de luzes que atenuam a escuridão no quintal, tudo conspira para a exploração sensorial do lugar, caráter sensório inerente à estrutura de texto de Woolf, na qual os personagens despontam com discursos diretos, uns falando sobre os outros, não entre si. O ir e vir são explorados pelo espectador, estimulado a circular por entre as vozes e microcenários contidos no todo do quintal.

A música também exerce papel fundamental na abertura e no encerramento, com canções que remetem às ondas do mar, numa levada bossanovista com violão e canto ao vivo. Entre os músicos e compositores, estão Barbara Kirchiner, Octavio Camargo, Troy Rossilho, Alexandre França e Luiz Felipe Leprevost. Um vídeo em preto e branco apresenta imagens em preto e branco relativas ao tema, ondas que abraçam montanhas, crianças na orla etc.




Na parte final, os seis personagens/performers juntam-se ao redor de uma fogueira para a qual o público também converge. Na primeira noite, houve um brinde a Woolf com taças de vinho branco e trufas – sua morte ocorreu em 28 de março de 1941, justamente a data da estreia no Festival, ontem. As pessoas presentes também ganham máscaras de papel que reproduzem o rosto da escritora, em preto e branco.

Como está, As Ondas emana ímpeto dionisíaco que talvez ganhe mais relevo no futuro, uma janela de possibilidades para uma autora tão inquieta.
Trabalho em processo: As Ondas
Data: hoje, dia 29, às 21h (última apresentação)
Local: Estúdio Marcelo Scalzo
Veja a matéria sobre a peça no Festival TV