quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ABERTO CADASTRO PARA FRINGE 2010
O cadastro é feito pelo site: www.fringe.com.br
A 12ª edição do Fringe traz uma novidade importante. Os espaços culturais terão autonomia para agendar as peças, datas e horários, de acordo com o público e a linha teatral.
O objetivo da organização do evento é reunir linhas conceituais e artísticas em determinados espaços, além de estabelecer condições para que a programação da mostra seja feita pela administração de cada teatro. Os espaços também poderão negociar diretamente com as companhias os percentuais de bilheteria e o número de apresentações. Os projetos podem ser cadastrados pelo site www.fringe.com.br até o dia 30 de novembro.
A idéia é que cada teatro construa uma linha conceitual. Com isso, o Fringe busca facilitar a escolha do espetáculo por parte do público, ajudar as companhias a encontrarem suas platéias e também colaborar para a cobertura da imprensa. É uma característica que acontece no Festival de Edimburgo, na Escócia, por exemplo. Existem teatros que têm o perfil de comédia, outros de improviso, outros de experimentação de linguagem.
Em 2009 a mostra Fringe trouxe 290 espetáculos a Curitiba e reuniu um público de 100 mil pessoas de todo país. O espaço integrado ao Festival de Curitiba foi inspirado no modelo do Festival Internacional de Edimburgo e oferece uma oportunidade para as companhias divulgarem os novos trabalhos produzidos no teatro.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Por trás das lentes - Fotografando o Festival de Curitiba
Dentre nossas atribuições estavam a fotografia dos espetáculos, eventos paralelos, ações promocionais, atores, convidados e tudo aquilo que tivesse que ser registrado, tanto para o arquivo do Festival, como para a imprensa especializada, que utilizou as imagens geradas em publicações por todo o mundo.
Somando-se peças e outros assuntos, tivemos mais de 350 pautas fotográficas a serem cobertas. Infelizmente, foi impossível cobrir tudo, por causa dos mais variados motivos: o grande número de peças, dificuldade de locomoção entre os locais e até falta de equipe em um determinado horário, uma vez que a maioria das peças estava concentrada nos horários das 18 e 21h.
Mas fizemos tudo o que pudemos. Do montante que nos foi pautado, conseguimos cobrir 95% dos nossos agendamentos. Esta é a maior marca de todos os tempos, superando nosso recorde do ano anterior, que era de 85%.
Infelizmente, também, nem todas as fotos puderam ir para o site. A quantidade de imagens é muito grande. Durante os 12 dias de espetáculos, nossos 15 fotógrafos fizeram em torno de 30.000 fotos.
Fotografar teatro não é algo fácil. Requer conhecimento técnico e sensibilidade para registrar o instante certo. As dificuldades começam já na hora em que se chega ao local: muitas vezes, os produtores dos espetáculos são resistentes a deixar a peça ser fotografada, principalmente para evitar que o ruído da câmera ou a movimentação do fotógrafo atrapalhe o ator ou o público.
Realmente é desagradável o clique-clique num momento de extremo silêncio de um monólogo. A postura de nossa equipe é justamente de fazer fotos quando houver algum barulho ou quando o ator falar mais alto.
A luz também é outra dificuldade. Alguns locais tinham pouca iluminação, até pela proposta da montagem, com luzes que ficavam diretamente sobre os atores, criando grandes sombras nos olhos e pescoço. Outros eram iluminados apenas por velas.
Com isso, nossas câmeras nos davam leituras de luz completamente estranhas, o que nos obrigava a pensar rapidamente e ajustar a regulagem do equipamento para cada situação. Acreditem: em termos de fotografia, isto é complicado, chegando a ser um pesadelo, principalmente porque não podemos perder os instantes certos para clicar.
Terminada nossa pauta diária, voltávamos para o Memorial de Curitiba, onde fazíamos nosso trabalho de descarregar, ajustar e enviar as fotos para o site oficial.
Em virtude de um grande tráfico de internet, algumas fotos acabavam demorando um pouco mais para entrarem no site, mas conseguimos colocar tudo em dia antes do término do Festival.
Durante o período do Festival, a área de fotografias recebia uma média de 6000 cliques diários.
Pedimos a nossos fotógrafos que escolhessem uma imagem que fizeram no Festival para colocar neste post, contando o porque esta imagem é importante, em termos de técnica fotográfica. As imagens não são necessariamente do espetáculo que eles tenham mais gostado, porém trazem a essência daquele momento. Ou seja, é uma seleção de fotos, não de espetáculos, que fique bem claro.

Foto: Daniel Sorrentino
Um momento complicado: os atores interagem com uma projeção em tela.

Foto: Cris Seciuk
Um detalhe que passa desapercebido, a iluminação é diferente nas duas pessoas.

Foto: Ernesto Vasconcelos
Aproveitamento do instante certo de luz. A atriz na parte de trás da foto deixa de fazer parte, somente naquele instante na peça, porém ainda está lá, para logo voltar.

Foto: Lina Sumizono
Em espaços abertos, tudo entra no cenário. Um exemplo de como isolar o assunto do caos.

Foto: Bia Barcelo
Assuntos de muita luz, em cenário escuro.

Foto: Daniel Isolani
Usando a luz como parte do cenário e criando o clima ideal da imagem.

Foto: Diego Pisante
Espaços pequenos, inusitados e que servem para contar a história.

Foto: Emi Hoshi
Momentos de forte emoção e tensão tem que ser registrados.

Foto: Henrique Araújo
A geometria do cenário não pode ficar de fora. Nem sempre se deve fazer fotos fechadas somente nos atores.

Foto: Bruno Tetto
O momento passa a ser dramático com as expressões e a luz.

Foto: Rafael Burgos
Ainda é possível registrar a cena quase sem luz e sem perder o clima.

Foto: Camila Ferraz
Movimento em detalhes.

Foto: Kelly Knevels
Sentimentos, cores e angústia, registrados de perto.

Foto: Juliana Hilal
Espaço para ação acontecer. Mesmo em locais pequenos, a sensação pode ser de amplitude.

Foto: Rogério Nunes
Ritmo fotográfico: a imagem apresenta uma forma de ser "lida", seguindo uma linha-guia imaginária.

Foto: Daniel Tortora
Partes separadas de um todo, que se unem em uma única imagem
terça-feira, 31 de março de 2009
Festival de Curitiba atrai 170 mil pessoas
“Esse número comprova que a cidade se envolveu mais do que em anos anteriores e vamos continuar com essa idéia de movimentar Curitiba de forma geral”, afirmou Leandro Knopfholz, diretor do Festival. O público apresentado não inclui a participação dos espetáculos de ruas e outros espaços abertos.
Ao longo de 12 dias, foram 316 espetáculos, vindos de 15 Estados brasileiros e um do Chile. Desse total, quatro foram estréias nacionais. O Fringe apresentou 290 espetáculos ao longo desse período e manterá as mesmas caracterísiticas para o próximo ano.
Em 2010, o Festival de Curitiba acontecerá de 16 a 28 de março.
Festival em números:
218.594 lugares
4 estréias nacionais
316 espetáculos
17 espetáculos infantis
15 estados brasileiros representados
segunda-feira, 30 de março de 2009
Performance interativa de Ivaldo Bertazzo, no Puc Idéias - Festival TV
Com o objetivo de conhecer e trabalhar melhor o corpo, no dia-a-dia, o coreógrafo ensina exercícios de psicomotricidade.
Confira como foi essa interação, no último dia do Festival.
Veja mais vídeos no Festival TV
Entrevista com Ivaldo Bertazzo - Festival TV
Veja mais vídeos no Festival TV
Mish Mash - Festival TV
Veja mais vídeos no Festival TV
Festa de encerramento - Festival TV
Veja mais vídeos no Festival TV
Caco Barcellos fala sobre arte e jornalismo - Festival TV
Veja mais vídeos no Festival TV
domingo, 29 de março de 2009
Instalação cênica captura Woolf em As Ondas - Valmir Santos
Fotos: Gilson Camargo, blog Olhar Comum
http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/?p=1836
Trata-se de uma instalação cênico/sonora/musical/visual, se é que podemos condensá-la ou chamá-la assim. Para incorporar o percurso introspectivo da autora, o fluxo de pensamento que dispensa ação e diálogo, os seis personagens ganham nichos, ilhas em seis cantos do jardim do estúdio do artista plástico Marcelo Scalzo, no bairro São Francisco.
Uma banheira, o tronco de uma árvore, a janela de uma casa, o brinquedo de balanço, o buraco de um porão, um bando de jardim, enfim, são nesses espaços que os performers Chiris Gomes, Christiane de Macedo, Luthero de Almeida, Rodrigo Ferrarini e os próprios Santos e Spoladore surgem sentados, texto em punho, a ler trechos do romance ao microfone. A história é reverberada em caixas de som em vários pontos do local.
É uma leitura encorpada, digamos, atenta ao rumor da língua, seus suspiros referendados já no nome desse coletivo artístico, Companhia do Sussurro.

A noite agradável, o farfalhar das folhagens ao caminharmos pelo jardim, os banquinhos feitos de pedaços de tronco, as ilhas de luzes que atenuam a escuridão no quintal, tudo conspira para a exploração sensorial do lugar, caráter sensório inerente à estrutura de texto de Woolf, na qual os personagens despontam com discursos diretos, uns falando sobre os outros, não entre si. O ir e vir são explorados pelo espectador, estimulado a circular por entre as vozes e microcenários contidos no todo do quintal.
A música também exerce papel fundamental na abertura e no encerramento, com canções que remetem às ondas do mar, numa levada bossanovista com violão e canto ao vivo. Entre os músicos e compositores, estão Barbara Kirchiner, Octavio Camargo, Troy Rossilho, Alexandre França e Luiz Felipe Leprevost. Um vídeo em preto e branco apresenta imagens em preto e branco relativas ao tema, ondas que abraçam montanhas, crianças na orla etc.
Como está, As Ondas emana ímpeto dionisíaco que talvez ganhe mais relevo no futuro, uma janela de possibilidades para uma autora tão inquieta.
Data: hoje, dia 29, às 21h (última apresentação)

